E quando o Juiz é (in)justo?

 E quando o Juiz é (in)justo?
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Como leitor de literatura clássica, aficionado por Dostoievski, Tolstoi, Tchekhov, Gogol, Orwell, Camus, Stendhal, Machado de Assis e tantos outros grandes escritores mundiais, arriscar-se pelas veredas da ficção exigiu muita coragem. Como manter um mínimo de qualidade? Na incerteza, um sentimento forçou-me a aceitar o desafio. Como professor de Direito há três décadas, venho assistindo à preponderância dos manuais no ensino jurídico. Tais obras, em nome da ciência e da técnica, falam de tudo, menos dos sentimentos das pessoas, de suas vidas reais.

 

O Sistema de Justiça está mais interessado em cumprir formalidades e menos em atender aos interesses e desejos dos sujeitos. A existência concreta dos cidadãos, o cotidiano de cada um, foram transformados em meros detalhes.

 

Como enfrentar a desumanização do mundo? De que forma praticar um ensino que denuncie desvios e, ao mesmo tempo, dissemine valores democráticos? Certamente não será pela técnica e pela dogmática. A ficção apresentou-se como o melhor caminho. Sem compromisso metodológico, importante, mas capaz de engessar os afetos, as dores e os amores, a escrita livre, mas comprometida com o dia a dia das pessoas fora do poder, pode ser um poderoso instrumento de ensino crítico, contaminado pelo desejo de transformação social.

 

Essas são as ambições do presente livro. Além de uma qualidade aceitável, ele busca demonstrar as entranhas do Poder Judiciário. Deseja denunciar os abusos do poder. Espera interferir na realidade da vida e contribuir para o processo civilizatório na busca de um mundo cada vez mais democrático.

 

O leitor dirá se algo foi alcançado.

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